CBMConfederação Brasileira de Motociclismo (Diretoria de Enduro de Regularidade)

REGULAMENTO do CAMPEONATO BRASILEIRO de ENDURO de REGULARIDADE/2003
  
OBS:  As alterações realizadas para este ano, estão em destaque


OBJETIVO

  1. Este Regulamento destina-se a Provas de Enduro de Regularidade. O presente Regulamento é válido para todas as etapas do Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade 2003.
  2. DEFINIÇÃO, ORGANIZAÇÃO, PROMOÇÃO E SUPERVISÃO

  3. A CBM fará realizar no ano de 2003, o Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade, que será disputado em no mínimo 12 etapas.
  4. REGULAMENTO COMPLEMENTAR

  5. O Regulamento Complementar será confeccionado pela Direção de cada etapa e deve ser submetido a aprovação da Comissão Nacional de Enduro. Deve ser divulgado até 10 dias antes da competição e não pode conter normas que firam o Regulamento Geral do Campeonato.
  6. Deve conter OBRIGATORIAMENTE:

    1. Período, local e valor das inscrições;
    2. Data, hora e local do sorteio e entrega da planilha;
    3. Data, hora e local da largada (promocional e oficial), vistoria, chegada e divulgação do resultado;
    4. Nome dos responsáveis pela Direção e Organização da Prova;
    5. Penalizações complementares, se necessárias, por problemas de segurança;
    6. É desejável que contenha:

    7. Informações a respeito de trechos específicos, testes especiais, etc.;
    8. Informações sobre aferição da quilometragem (moto, equipamento, pressão dos pneus, etc.);
    9. Informar o nome do membro da organização que irá participar do JP (Júri de Prova);
    10. Local e hora (do primeiro concorrente), de abastecimento e neutro de almoço;
    11. Informar o tipo de motocicleta que levantou o enduro.

    PROVAS

  7. Serão válidas pelo Campeonato Brasileiro de Enduro, as competições indicadas pela CBM, e realizadas no Brasil.
    1. Para serem consideradas válidas para cada uma das categorias no Campeonato Brasileiro as etapas indicadas deverão cumprir o que segue, para cada categoria:
      1. Obedecer a este Regulamento e demais normas impostas pela CBM.
      2. Ter um número mínimo de 10 Postos de Cronometragem (PC) não anulados, em cada etapa.
      3. Não poderá haver anulação, por motivos técnicos ou outros de mais do que 25% (vinte e cinco por cento) dos PC's ativados.
      4. Por PC ativado, entende-se aquele em que tenha sido anotada a passagem de pelo menos um concorrente.
      5. A apuração do resultado de cada etapa deverá ser, obrigatoriamente, informatizada com utilização de Sistema homologado pela Diretoria Nacional de Enduro de Regularidade da CBM.
    2. O Campeonato Brasileiro de Enduro 2003, somente será considerado concluído após a realização de, no mínimo, 12 (doze) etapas.
    3. Não serão válidas etapas noturnas neste Campeonato.
    4. A prova poderá ser realizada em vários dias, valendo uma etapa para cada dia.
      1. Cada etapa deverá Ter, no mínimo, 10 PC's de tempo válidos.

    CATEGORIAS

  8. Todas as Provas serão disputadas em 5 (cinco) categorias: MASTER, SENIOR, OVER, JUNIOR e NOVATOS (válidas pelo Brasileiro).
  9. GRADUAÇÃO

  10. Conforme a Federação de cada Estado, salvo condições abaixo:
    1. Os pilotos campeões e vice-campeões brasileiros, no ano imediatamente anterior, das categorias Sênior, Júnior e Novatos, terão, obrigatoriamente de competir na categoria acima da que foi campeão, independentemente de idade ou de sua graduação em seu estado.
    2. Os pilotos Master com idade acima de 35 anos, poderão optar em correr na categoria Sênior, salvo condições descritas no item 6.1.
    3. Qualquer piloto com mais de 35 anos, poderá optar em correr na categoria Over.
    4. A categoria Over será constituída pelos pilotos acima de 35 anos de idade, ou seja, nascidos antes e durante o ano de 1968.

    INSCRIÇÃO

  11. Para pontuar nas Provas:
    1. Todo piloto que concorrer nas provas do Campeonato Brasileiro pontuará automaticamente.
    2. A Federação organizadora da prova, repassará à CBM R$ 15,00 (quinze reais) por cada piloto inscrito na prova, cumulativamente ao alvará de prova no valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais).
    3. Ao assinarem a Ficha de Inscrição, os pilotos eximem a CBM, o Clube Organizador, os promotores e patrocinadores da Prova de toda e qualquer responsabilidade por dano de qualquer espécie que venha a causar a terceiros e/ou a si próprio, antes, durante e após o desenrolar da competição.
    4. Todos os pilotos inscritos na prova devem, obrigatoriamente, estar filiados à Federação organizadora e a CBM.

    VISTORIA

  12. O piloto deve apresentar-se com sua motocicleta no local reservado a vistoria, pelo menos 15 (quinze) minutos antes de sua hora ideal de largada., ou conforme estabelecido no Regulamento Complementar.
    1. Para os pilotos, são obrigatórios os seguintes itens: capacete, óculos ou viseiras, luvas, botas e roupas resistentes.
    2. No capacete deverá estar escrito, em local visível e de forma legível, o nome do piloto, grupo sangüíneo e fator Rh.
    3. A moto deve estar em bom estado mecânico, e sistema de escape com ruído dentro dos limites legais.
    4. O chassi da motocicleta poderá ser lacrado na vistoria, para posterior conferência do cumprimento do item "c" do art. 24.1.
    5. Poderá haver postos de vistoria, ao longo do percurso da Prova.
    6. A direção de Prova poderá impedir a largada, ou continuação na Prova, de concorrente ou moto que não apresentar-se em conformidade com o que estabelece este Regulamento.
    7. Haverá PC de tempo ou de roteiro na vistoria, mas somente serão penalizados os concorrentes que se atrasarem, até um limite de 900 (novecentos) pontos que correspondem a mais de 15'05" de atraso, ou conforme previsto no regulamento complementar.
    8. A Prova inicia-se no horário ideal do primeiro piloto ou na abertura do PC de vistoria da largada (se houver) e encerra-se somente após realizada a vistoria de chegada (entende-se por prova cada etapa)
    9. O piloto poderá ser examinado clinicamente antes, durante e após a competição, estando sujeito a desclassificação da Prova, caso negue-se ao exame.
    10. O piloto poderá trocar de moto entre uma etapa e outra. Deve fazer comunicação por escrito ao diretor de prova ou membro da Organização da Prova e proceder a vistoria da nova moto.

    ORDEM DE LARGADA

  13. A ordem de largada será conhecida através de sorteio público semi-dirigido em data e local definidos no Regulamento Complementar. A ordem do sorteio, obedecerá as colocações no atual campeonato, ou seja, serão sorteados os 5 primeiros colocados (de cada categoria) e a seguir os demais. Esta ordem deverá ser diferenciada entre as etapas. (ou invertendo a ordem de largada ou invertendo grupos de largada ou através de novo sorteio).
    1. O intervalo de largada entre os concorrentes será definido pela Direção de Prova, não podendo ser inferior a 20 segundos.
    2. Deverão largar na ordem: MASTER, SÊNIOR, OVER, JUNIOR, NOVATOS e outras categorias.
    3. A largada é de responsabilidade de cada participante, baseado na hora oficial fornecida pela Organização e na hora de largada do piloto número 0 (zero), constante no Regulamento Complementar.

    Exemplo: Hora de largada 10:00hs e intervalo de 30 seg.

    PILOTO 1 LARGARÁ 10:00:30

    Hora de largada 10:00 hs e intervalo de 1 min

    PILOTO 1 LARGARÁ 10:01:00

    PLANILHAS

  14. A planilha deverá fornecer: a quilometragem do trecho, a simbologia (indicações do roteiro), a velocidade média horária de cada trecho, o tempo acumulado em cada PMM (Ponto de Mudança de Média) e as observações pertinentes a cada caso, ESPECIALMENTE AS QUE INDIQUEM RISCOS PARA OS PILOTOS.
    1. Por trecho, entende-se o percurso situado entre dois pontos onde o odômetro deva ser "zerado" e/ou a velocidade média seja alterada.
    2. Serão fornecidas aos participantes, e somente a estes no início da Prova, com pelo menos 60 (sessenta) minutos de antecedência a sua hora ideal de largada.
    3. Não poderão ser entregues de forma parcelada na competição.
    4. Poderão conter médias para tempo seco e para chuva.
    5. Serão em formato ROLL BOOK, de largura 57mm (± 2mm), com comprimento no mínimo de 25cm.
    6. A simbologia deverá ser simples e clara, procurando mostrar apenas o necessário à identificação do roteiro, obrigatoriamente na seqüência Km, desenho referência, valor, tempo, observações.
    7. Nos símbolos usados, a "bolinha", que identifica a posição do concorrente, estará sempre na posição inferior do diagrama.
    8. Os ângulos da simbologia deverão representar com a melhor fidelidade possível, os ângulos reais das encruzilhadas e bifurcações.
    9. Os obstáculos que, por não serem facilmente visíveis, possam representar perigo para os pilotos, devem, OBRIGATORIAMENTE, estar bem assinalados na planilha. Exemplo: arames esticados, cercas, cancelas, valas, galhos, etc.
    10. A (s) entrada(s), desvios ou bifurcações, de mesmo sentido que situar(em)-se a menos de 50 m de alguma entrada, desvio ou bifurcação pertencente ao roteiro (a ser referida na planilha) também deverão constar da planilha, sob pena de cancelamento do PC.
    11. Os desenhos das planilhas deverão seguir, o mais fiel possível, o quadro de desenhos padronizados (anexo 1 deste regulamento).
    12. Os caracteres de indicação da quilometragem na planilha, devem ter o tamanho mínimo de 20 na fonte arial do Microsoft Word.
    13. A Organização da Prova poderá recolher a planilha no final da Prova, podendo o piloto sofrer penalização de 300 pontos, desde de que devidamente avisado no Regulamento Complementar da prova

    INDICAÇÕES QUILOMÉTRICAS

  15. As medidas serão sempre em KM (quilômetros), com subdivisão entre 10 ou 50 (dez ou cinqüenta) metros, dependendo do tipo de velocímetro com o qual a prova foi levantada. Deverá constar do regulamento complementar o tipo de velocímetro.
    1. As indicações quilométricas referem-se sempre a posição da bolinha, que é o local onde o levantador da prova estava na hora em que visualizou e desenhou a planilha. Este ponto dista cerca de 3 metros da referencia em questão. Por exemplo, no caso de um cruzamento, a bolinha é um ponto imaginário 3 metros antes do cruzamento. Este é o ponto exato de aferição do velocímetro, e calculo do PC, caso esteja nesta referencia. Os PC's que forem anotados fora deste ponto, deverão ter seu tempo corrigido para a nova referencia quilométrica. Isto deve ser observado, principalmente em referencias que envolvem áreas muito grandes, e ou médias horárias muito baixas.
    2. As velocidades serão dadas em km/h (quilômetros por hora) e representadas por números inteiros e múltiplos de 3 (três). Exemplo: 12 km/h, 36 km/h, etc.
    3. A velocidade média máxima em estradas de terra não poderá ser superior a 66 km/h, e em trechos de asfalto, 69 km/h, devendo-se evitar velocidades médias elevadas.
    4. Em hipótese alguma a velocidade média exigida no trecho, poderá ser superior à permitida pelo Código de Trânsito para o local.
    5. É proibido o uso de trajetos que conduzam aos concorrentes percorrerem o mesmo trecho simultaneamente em contramão, a não ser em deslocamentos dentro de cidades ou estradões.

    IDENTIFICAÇÃO DO PILOTO

  16. Deverá ser feita através do jaleco (ou similar) numerado a ser fornecido pela Organização, e por sua Carteira de Habilitação ou Identidade. O jaleco será facultativo. A Organização da Prova poderá solicitar a devolução do jaleco no final da prova.
  17. 12.1 Não será permitida a participação de pilotos menores de 18 anos.

    IDENTIFICAÇÃO DA MOTO

  18. Será feita através do numero do chassis e por numeração adesiva que deverá ser fornecida pelo Organizador.
    1. A documentação da moto e do piloto é de única e exclusiva responsabilidade do concorrente ou piloto.

    CONSTITUIÇÃO DA PROVA

  19. A Prova será constituída de trechos de regularidade, neutralizados, deslocamentos e testes especiais.
    1. Trecho de regularidade é o que tem definida a velocidade média, e na qual cumpre ao piloto manter-se com a melhor precisão possível.
    2. Neutralizado é um ponto do roteiro, em que é dado um tempo de parada para o piloto.
    3. Deslocamento é um trecho em que é dado um tempo máximo para ser percorrido. Nele, não há média horária definida, sendo normalmente usado para travessias de locais povoados, sendo contudo, para efeito de calculo deste tempo, um valor de, no máximo, equivalente a uma média de 30Km/h. Especialmente nestes trechos o piloto deve observar, rigorosamente, as leis de trânsito.
    4. Em casos de deslocamentos em asfalto ou vias rápidas, deverão seguir as leis de trânsito vigentes no trajetos, com velocidade nunca superiores a 80Km/h.
    5. Cada etapa do campeonato deverá ter, no mínimo, 5 horas de prova ou 150 Km de extensão.

    TESTES ESPECIAIS

  20. Poderão haver testes especiais de velocidade (TVE) e "Non Stop" (TNS) durante as competições, mas não serão válidos para pontuação no campeonato.
  21. ALTERAÇÕES NO ROTEIRO

  22. No caso de algum imprevisto natural, com rio cheio, barreira ou nova estrada, por exemplo, que impossibilite a passagem ou provoque alguma alteração do roteiro, corre por conta dos concorrentes procurar os meios que o conduzam o mais brevemente ao roteiro original. Seus tempos ideais permanecerão os mesmos, desde que o imprevisto tenha ocorrido a todos os pilotos da categoria. No caso do imprevisto acontecer no meio de uma categoria, os PC's afetados por esta situação devem ser cancelados para esta categoria, uma vez que não houve igualdade de condições para todos os pilotos da categoria.
    1. No caso de impossibilidade de continuação no roteiro, por ação de agentes externos à Prova, não identificados em 16, como proprietários dos caminhos ou autoridades policiais serão anulados os PC's colocados além deste ponto, para as categorias afetadas pelo ocorrido. A critério da Direção da Prova, e de acordo com as características do trajeto, os PC's colocados além do neutro mais próximo, poderão ser validados.

    ALTERAÇÕES NA PROVA

  23. Em caso de mudança de horários por força maior ou motivos técnicos, o Diretor de Prova e/ou organizador deverá comunicar imediatamente, pelos meios disponíveis, a todos os pilotos inscritos.
    1. Se por qualquer motivo de força maior, ou de segurança, a Prova não puder ser realizada, os Organizadores, Promotores, Patrocinadores e a CBM, não serão obrigados a nenhuma indenização, além da devolução das inscrições efetuadas.

    APOIO

  24. Nas dificuldades, os concorrentes devidamente identificados poderão ajudar-se na transposição de obstáculos. Exceto em caso de risco de vida, não será permitida a ajuda de pessoas estranhas à Prova.
    1. Também não será permitido que quaisquer concorrentes sejam acompanhados por outras motos (inscritas na Prova ou não), com a finalidade de lhe prestar apoio físico ou de outra espécie. Tal fato poderá ser comprovado pelos registros de passagem nos PC's, ou pelos fiscais de PC's
    2. A não observância deste artigo, implica na desclassificação do(s) concorrente(s) faltoso(s).

    CRONOMETRAGEM - POSTOS DE CONTROLE

  25. A cronometragem será feita com base num tempo padrão, preferencialmente a hora oficial do estado, sempre que disponível na cidade de largada.
    1. Os PC's serão colocados em pontos aleatórios do percurso, de pouca visibilidade a distância e localização conhecida unicamente pela Direção da Prova.
    2. PC deverá ser sinalizado por uma bandeira amarela, com dimensões mínimas iguais a 30x30 cm (trinta por trinta), que deverá estar colocada no ponto de marcação da passagem dos concorrentes.
    3. Os concorrentes, ao avistarem a bandeira amarela, ou o "funil" de chegada no PC (desde que estejam em seu roteiro atual), deverão dirigir-se aos fiscais, em linha reta e sem parar ou apoiar-se em qualquer obstáculo. No "funil", devem parar, se assim o fiscal decidir, e terem seus tempos de passagem registrados, somente prosseguindo após a liberação do fiscal.
    4. O concorrente terá seu tempo registrado, ao passar no ponto que marca o local do PC.
    5. Só serão válidos os PC’s realizados por, no mínimo, duas pessoas e utilizando-se de, no mínimo um Coletor de Dados Eletrônico.
    6. A segunda pessoa anotará manualmente apenas o número da moto e a ordem que ela passou no PC. Caso uma moto tenha sido anotada no papel e não conste no coletor de dados, a direção de prova dará o tempo desta moto como sendo o tempo médio entre a moto imediatamente anterior e posterior, a esta, na anotação do coletor de dados eletrônico.
    7. Os PC's poderão ser de roteiro, ou de roteiro e tempo (mistos).
    8. PC de roteiro visa apenas confirmar a passagem do concorrente, dentro de um intervalo de tempo definido. Será prioritariamente usado em locais de difícil passagem, sujeitos à congestionamentos e também onde haja possibilidade de se cortar caminho. Poderá ser usado dentro de trecho de deslocamentos e será permitido a anotação manual.
    9. O concorrente terá que chegar no PC, por caminho pertencente ao roteiro e no sentido do deslocamento da Prova. Caso contrário, perde os pontos relativos ao PC de roteiro.
    10. PC de roteiro vale 900 (novecentos) pontos fixos. Se o concorrente não passar por ele, ou adiantar-se mais do que 5' (cinco minutos), ou atrasar-se mais do que 20' 05" (vinte minutos e cinco segundos), ou chegar nele por caminho diferente ou de direção oposta ao roteiro, perde 900 (novecentos) pontos. Excetua-se neste caso, o PC de vistoria, que é regulado conforme o item 8.7.
    11. O PC misto visa conferir a navegação (manutenção da média) e será sempre, também de roteiro. Não há PC exclusivamente de tempo. O PC misto vale até 1.800 (mil e oitocentos) pontos, sendo 900 (novecentos) pelo roteiro e 900 (novecentos) pela manutenção da média horária.
    12. O concorrente perde 1 (um) ponto por segundo de atraso em relação a sua hora ideal de passagem pelo PC, descontada a tolerância de 5" (cinco segundos). Além deste tempo de atraso e até 20' 05" de atraso, serão imputados 900 (novecentos) pontos fixos. Além de 20' 05" de atraso, ou não passando no PC, o concorrente perde 1.800 (mil e oitocentos) pontos.
    13. O concorrente perde 3 (três) pontos por segundo de adianto em relação a sua hora ideal de passagem pelo PC, sem margem de tolerância. Além de 5' (cinco minutos) de adiantamento, o piloto perde 1.800 (mil e oitocentos) pontos.
    14. Resumo, para todas as categorias:
    15.  

      5’ ou +

      Até 5’

      0" a 5"

      6" até 15’ 05"

      de 15’ 06" a 20’ 05"

      20’ 06" ou +

       
       

      1.800

      3 a 900

      0

      1 a 900

      900

      1.800

       
    16. A tolerância de passagem no PC (Posto de Cronometragem) será de 5" (cinco segundos) por atraso. Para adiantamento na passagem, não existe tolerância.
    17. O PC poderá ser anulado para uma ou mais categorias.
    18. Para efeito de contagem de pontos perdidos, no caso de haver mais de uma anotação de passagem, valerá a primeira passagem do concorrente pelo PC.
    19. Cancelamento de PC.
      1. Se constatado erro na planilha (pela Organização), somente terá validade o PC localizado após o 2 PMM subseqüente. Entende-se também como PMM os neutralizados técnicos. Caso a organização considere esta quantidade de PMM insuficiente, poderá estender a não validade dos PC's por mais alguns trechos.
      2. Caso ocorra bloqueio ou fechamento de um trecho da Prova, a Organização terá a faculdade de cancelar total ou parcialmente os PC's do trecho. Este caso se aplica somente a problemas causados pela Organização da Prova, tais como referência errada ou informações inverídicas, ou impedimento pelo proprietário de terrenos, sítios, fazendas, etc.
      3. Considera-se erro de tempo acumulado para cancelamento de PC, somente aquele erro anterior ao PC, sendo desconsiderado erro no fechamento do PMM.
      4. A CBM reserva-se o direito de realizar, durante uma ou mais provas deste Campeonato, um ou mais PCs totalmente eletrônico. As regras a serem adotadas nestes PCs, serão estabelecidas em um adendo a este regulamento e devidamente avisado no Regulamento Complementar da prova.

    CLASSIFICAÇÃO E PONTUAÇÃO

  26. A classificação na Prova, será feita por ordem crescente de pontos perdidos durante a competição. A quem perder o menor número de pontos, cabe o primeiro lugar, e assim sucessivamente.
    1. A classificação e pontuação do piloto em cada etapa do Campeonato, será exclusivamente por categoria, não havendo classificação ou pontuação pelo geral da Prova.
    2. Para obter classificação na etapa, o piloto deverá ter passado em pelo menos 50% (cinqüenta por cento) dos PC's ativados, com pontuação igual ou inferior a 900 (novecentos) pontos. Aos que não obtiverem este desempenho, não será atribuída classificação na Prova ou pontuação para o Campeonato.
    3. Em caso de empate no total de pontos entre dois ou mais competidores, o critério de desempate na etapa será:
      Maior número de PC’s com 0 (zero) ponto perdido.
      Persistindo o empate, deve-se passar para menor pontos nos PC's em ordem inversa, do ultimo ao primeiro e assim sucessivamente.
      Persistindo o empate, a vitoria será dada ao piloto mais velho.
      Persista o empate será feito um sorteio público para identificar o vencedor.
    1. A pontuação a ser atribuída aos pilotos:
    2. 1° lugar - 25 pontos

      8° lugar - 8 pontos

      2° lugar - 20 pontos

      9° lugar - 7 pontos

      3° lugar - 16 pontos

      10° lugar - 6 pontos

      4° lugar - 13 pontos

      11° lugar - 5 pontos

      5° lugar - 11 pontos

      12° lugar - 4 pontos

      6° lugar - 10 pontos

      13° lugar - 3 pontos

      7° lugar - 9 pontos

      14° lugar - 2 pontos

       

      15° lugar - 1 ponto

    3. Ao final do Campeonato, será proclamado Campeão, o piloto que houver somado o maior número de pontos, em cada categoria.
    4. Em caso de empate no total de pontos entre dois ou mais competidores de uma categoria, o critério de desempate para definir o Campeão será: · melhor colocação para quem tiver maior número de primeiros lugares. Persistindo o empate, passa-se a considerar o maior número de segundos lugares e assim sucessivamente. Se mesmo assim persistir o empate, terá melhor classificação o piloto que obtiver a melhor colocação nas etapas em ordem inversa.
    5. Não haverá critério de descarte de etapa ou prova.
    6. A Federação de cada estado organizador, poderá indicar 2 (dois) pilotos para ajudarem na organização de sua prova. A indicação deverá ser encaminhada a Diretoria Nacional de Enduro de Regularidade da CBM, por escrito e obrigatoriamente, até 12 horas antes do inicio da primeira prova deste campeonato. Estes pilotos terão o papel de abrir e fechar cada etapa da prova. A estes pilotos, para efeito de pontuação neste campeonato, será computado o seu 1º e 2º melhor resultado no ano. Fica limitado em dois créditos por piloto, mesmo que este participe da organização de mais de duas etapas.
    7. Só será atribuída pontuação (1º e 2º melhor resultado) ao piloto que participar, abrindo ou fechando a prova que participou da organização.

         DEVERES DO PILOTO

  1. É dever de todo piloto nas competições:
  1. São deveres da organização em cada etapa:
  1. O clube e/ou federação que não cumprir com os deveres estabelecidos neste regulamento, poderão sofrer penalizações pecuniárias no valor de uma inscrição para cada item não realizado, até a anulação de prova e consequente perda do direito de realizar prova válida para o Campeonato Brasileiro no(s) ano(s) seguinte(s).
  2. É proibido qualquer movimento, pressão ou manifestação dos pilotos, na véspera, no dia, ou após a competição, contrário às decisões dos Comissários Desportivos, Organizadores e Representante da CBM, acerca da Prova ou Campeonato. Tal atitude será punida com a suspensão do(s) faltoso(s) por no mínimo uma Prova do Campeonato
  1. informação errada ou incompleta na ficha de inscrição desclassificação
  2. manobras desleais contra outros concorrentes desclassificação
  3. troca de moto ou piloto durante a Prova desclassificação
  4. alteração, supressão ou inclusão de inscritos no jaleco e/ou adesivos oficiais desclassificação
  5. cortar caminho por cima de plantações, cortar cercar e outros atos contra propriedade privada 300 pontos
  6. ao chegar no PC (sentido correto) , tentar de qualquer forma avisar aos outros pilotos,
    da localização deste desclassificação
  7. passar pelo PC (em sentido correto) e retornar em sentido contrário ao da Prova, pelo PC 1.800 pontos
  8. chegar no PC por sentido contrário ou por caminho diferente do roteiro 900 pontos
  9. desrespeito às leis de trânsito 300 pontos
  10. pilotagem perigosa, excesso de velocidade, exibicionismo, em localidades habitadas, etc. 300 pontos
  11. não respeitar fila de chegada no PC 300 pontos
  12. tumultuar o trabalho do PC com pedidos insistentes e reclamações 300 pontos
  13. parar no campo de visão do PC, a qualquer pretexto, mesmo por tombo ou defeito mecânico,
    ou ainda, andar em velocidade tão lenta que necessite apoiar o corpo em algum obstáculo, ou colocar o(s) pé(s) no solo anotação imediata do tempo + 300 pontos
  14. caso a Organização exija a devolução da planilha no final da Prova e o piloto não o fizer 300 pontos
  15. a moto pilotada sem capacete pelo piloto, mecânico ou qualquer pessoa durante a Prova. Entende-se Prova, a abertura do PC de vistoria de largada até o encerramento do PC de chegada 300 pontos
  16. o piloto conduzindo qualquer moto sem o uso adequado do capacete durante a prova. Entende-se prova, desde a abertura do PC de vistoria de largada até o encerramento do PC de chegada 300 pontos
  17. O piloto que sofrer duas desclassificações, poderá, a critério da Comissão de Enduro, ter suspensa sua participação em Provas (do Campeonato e extras), pelo prazo de até um ano.

         PREMIAÇÕES

  1. Serão conferidos troféus para no mínimo 5 (cinco) primeiros colocados de cada categoria. A premiação poderá ser fornecida referente ao desempenho das 2 (duas) etapas, ou seja, um troféu pelo somatório da colocação das duas etapas. Se o enduro tiver mais de dois dias, os troféus poderão ser entregues referentes à prova total.
  1. Reclamações contra a Prova ou piloto, deverão ser entregues por escrito à Organização, até 15 (quinze) minutos após a divulgação dos resultados, acompanhados de valor igual a 1 (uma) taxa de inscrição.
  1. Os participantes correm por conta e risco próprios, não se responsabilizando a CBM, a Federação, os Organizadores, os Promotores, os Patrocinadores, o Clube Organizador, autoridades desportivas e pessoal em serviço na Prova, por qualquer acidente que lhes venha a ocorrer.
  1. Compete ao Diretor de Prova:
  1. Compete ao Comissário de Enduro, nomeado pela CBM:

a) julgamento de protestos contra a Prova e/ou Diretor;

b) julgamento da validade ou não da Prova para o Campeonato;

c) julgamento de desclassificações e suspensões dos pilotos.

 

CALENDÁRIO/2003

Etapas

UF

Local

Data

1ª / 2ª

RS

Caxias do Sul - Enduro dos Vinhedos

Fevereiro - 21 a 23

3ª / 4ª

ES

Venda Nova do Imigrante – Enduro da Polenta

Março - 15 e 16

5ª / 6ª

BA

Porto Seguro - Descobrimento

abril - 19 e 20

7ª / 8ª

MG

Patrocínio - Bandeirantes Off Road

Maio - 17 e 18

9ª / 10ª

SC

Capivari de Baixo – Enduro das neves

Junho - 21 e 22

11ª / 12ª

SP

Botucatú – Enduro da Cuesta

Julho - 19 e 20

13ª / 14ª

DF

Brasília - Enduro JK

Agosto - 02 e 03

 

 

MEMBROS DA COMISSÃO NACIONAL DE ENDURO / 2003:

Rui Nunes Santos (BA)

Diretor Nacional de Enduro de Regularidade CBM

rui@cedasc.com.br

Ademir Pataca Appel (SC)

Membro da Comissão Nacional de Enduro CBM

mazapecas@terra.com.br

Alexandre Baumgaertner (RS)

Membro da Comissão Nacional de Enduro CBM

abaumgaertner@agrale.com.br